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22/06/2026
Crónica da corrida por Miguel Ortega
Fotografia – Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Como os toiros. Como o oceano. Como as Sanjoaninas.
A segunda corrida da Feira de São João apresentou um cartel rematado por argumentos de interesse e proporcionou uma tarde de agradável conteúdo artístico e ganadeiro. Entre momentos de brilho, destacou-se o triunfo incontestável de João Pamplona, a personalidade invulgar de Marco Pérez, a verdade dos forcados em praça e um curro de comportamento variado, onde não faltaram exemplares de nota alta.
Mas perante o sexto da tarde surgiu o melhor Marco Pérez.
Jamanto”, de José Albino Fernandes, abriu a corrida com mobilidade e suficiente prontidão para acudir aos cites, permitindo que a lide decorresse com ritmo e interesse. Não sendo um toiro de grandes excessos de bravura, cumpriu com dignidade, deixando ver alguma transmissão e colaborando com os intérpretes, ainda que sem terminar de romper como os melhores exemplares da tarde.
“Portolero” acusou menor presença e evidentes limitações de força, fatores que condicionaram a sua transmissão e impediram que a lide atingisse maior relevância, apesar da nobreza que deixou entrever.
“Luceno”, quinto da ordem e pertencente à Casa Agrícola José Albino Fernandes, protagonizou uma das exibições ganadeiras mais importantes da corrida. Bravo, colaborador e com emoção, permitiu a João Pamplona construir a lide triunfal da tarde, sendo justamente um dos grandes vencedores do festejo.
Fechou praça o flavo “Carretono”, um toiro de excelente expressão, nobreza e qualidade na investida. A escassez de força impediu-o de alcançar outra dimensão, mas permitiu ainda assim momentos de grande beleza e inspiração ao jovem Marco Pérez, que encontrou nele a matéria necessária para rubricar a sua melhor obra da tarde.














