Crónicas da Feira de São João - Grandiosa Corrida Mista

segunda-feira, 29 de junho de 2026

 






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22/06/2026 

Crónica da corrida por Miguel Ortega
Fotografia – Tertúlia Tauromáquica Terceirense

Como os toiros. Como o oceano. Como as Sanjoaninas.

A segunda corrida da Feira de São João apresentou um cartel rematado por argumentos de interesse e proporcionou uma tarde de agradável conteúdo artístico e ganadeiro. Entre momentos de brilho, destacou-se o triunfo incontestável de João Pamplona, a personalidade invulgar de Marco Pérez, a verdade dos forcados em praça e um curro de comportamento variado, onde não faltaram exemplares de nota alta.

Mas perante o sexto da tarde surgiu o melhor Marco Pérez.

Jamanto”, de José Albino Fernandes, abriu a corrida com mobilidade e suficiente prontidão para acudir aos cites, permitindo que a lide decorresse com ritmo e interesse. Não sendo um toiro de grandes excessos de bravura, cumpriu com dignidade, deixando ver alguma transmissão e colaborando com os intérpretes, ainda que sem terminar de romper como os melhores exemplares da tarde.

“Portolero” acusou menor presença e evidentes limitações de força, fatores que condicionaram a sua transmissão e impediram que a lide atingisse maior relevância, apesar da nobreza que deixou entrever.

“Luceno”, quinto da ordem e pertencente à Casa Agrícola José Albino Fernandes, protagonizou uma das exibições ganadeiras mais importantes da corrida. Bravo, colaborador e com emoção, permitiu a João Pamplona construir a lide triunfal da tarde, sendo justamente um dos grandes vencedores do festejo.

Fechou praça o flavo “Carretono”, um toiro de excelente expressão, nobreza e qualidade na investida. A escassez de força impediu-o de alcançar outra dimensão, mas permitiu ainda assim momentos de grande beleza e inspiração ao jovem Marco Pérez, que encontrou nele a matéria necessária para rubricar a sua melhor obra da tarde.



Crónica de Bruno Bettencourt 
"O JAF (N°256, 480kg) fixou-se e cumpriu, com durabilidade, apesar das parcas forças. João Moura Jr. interpretou-o e desenhou uma lide de entendimento, adequando os tempos ao toiro, cuidando-o com temple e cadência."

"O JAF (N°278, 467kg) era muito bom. Investia em todos os terrenos, de forma recta, clara e com transmissão. Em sintonia, o Cavaleiro da Quinta do Malhinha rubricou uma grande lide. Um primeiro ferro curto à meia volta, daria o mote para uma série de cravagens com nota elevada. Arriscou e transmitiu emoção. A sua forma segura e clássica de equitador, aliou-se à irreverência e raça toureira que ecoou nas bancadas e resultou em duas voltas à arena."

"Marco Pérez apresentou-se como Matador na ilha Terceira, após ter passado pela mesma arena há alguns anos. Teve pela frente dois exemplares JAF (N°312, 447kg e N°310, 433kg). O que lhes faltava em força sobrava em nobreza. Viagens rectas e templadas, com destaque para o segundo do lote que teve mais duração e ainda mais maneabilidade."

Crónica de Lucas Fagundes





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